Parametros Thiele Small


Fs

É a frequência de ressonância das partes móveis do alto-falante. Em regra tem-se dificuldade em produzir frequências abaixo dele. Assim, um falante com Fs de 55hz não vai produzir 35hz com desenvoltura. Já um falante com Fs de 35hz vai produzir 32hz se estiver em uma caixa com sintonia adequada. A exceção se dá quando o falante está colocado em corneta, em que é menos afetado pelo valor do Fs e funciona mais como um pistão.


Qes

Fator de qualidade elétrico para Fs ao ar livre, considera apenas as perdas elétricas, quanto menor o valor de Qes, maior a força dinâmica do sistema eletromagnético.


Qts

Descreve a qualidade ou característica total do falante que pode ser elétrica e mecânica. Diz o quão forte os conjuntos dos sistemas de motor e magnético do falante são. Assim, um falante com valor de Qts ao redor de 0,2 vai ter um conjunto magnético grande, sendo capaz de mover o cone com enorme força. É o que em inglês se chama de "tight driver" (firme, com alto controle do movimento do cone). Quando esse Qts sobe para 0,45, o falante terá um conjunto magnético menor e exercerá menor controle no movimento do cone. Assim valores menores de Qts são indicativos de som firme e com pancada, com menor peso e graves menos profundos. Qts maiores darão um grave mais pesado e mais lento respondendo mais a freqüências bem baixas. Já para falantes de Qts de 0,6 ou acima são falantes que necessitam caixas enormes para ter uma resposta adequada, enquanto que em caixas menores não se tem resposta de subgraves. Este tipo é mais bem usado em som automotivo em um veículo de 3 volumes, em que o porta-malas funcionaria como Vb.


Qms

Leva em consideração as propriedades mecânicas do falante, isto é, a suspensão externa (borda) e a aranha que prende a bobina, responsáveis pela sustentação do cone a fim de que mantenha o movimento linear dentro do gap. Na prática, valores de Qms maiores dão um som mais aberto, mais limpo e com melhor dinâmica, motivo pelo qual terão menos perdas. A borda terá maior flexibilidade e a aranha terá construção dando como resultado maior fluxo do ar e maior sensibilidade, sendo bom indicativo de reserva de energia acumulada.


Bl

Força motor do falante. Quanto maior o valor de Bl mais forte será seu conjunto magnético (motor). Falantes com alto valor de Bl, ao redor de 30 ou mais, tem maior condição de controlar seus cones adequadamente. Certamente terão conjuntos magnéticos massivos, pesados. Em geral apresentarão também baixos valores de Qts. Falantes com Bl abaixo de 20 ou menos terão menos condições de controle do cone. Logo terão valores de Qts maiores. Eles se darão melhor em caixas dutadas, band-pass, dando uma resposta lenta e pesada, com resposta fraca a transientes.


Vas

Esse parâmetro vai dizer o quão controlado é o movimento do cone, sendo medido em litros. Há várias variáveis que influenciam na determinação do seu valor. Não se pode assegurar que altos valores significam ser um falante melhor. A suspensão (aranha) simples ou dupla, bem como o tamanho do cone (Sd), também a temperatura ambiente, a umidade do ar vão afetar seu valor, o que faz esse parâmetro ser um dos mais difíceis de ser medido com precisão.


Cms

Compliância mecânica da suspensão do alto-falante. Compliância mecânica é o quanto um determinado corpo se desloca quando aplica nele uma determinada força . É dada em metros por newton ou m/N.


Mmd

Significa o peso do cone, da bobina e de outras partes móveis do conjunto. Assim, um falante de 18" com um Mmd de 100g vai ser mais eficiente do que um que apresente um cone mais pesado. Um cone leve também será movido mais rapidamente em relação ao mais pesado. Parece ser uma característica dos falantes de alto Qts (seria para compensar?), dando a idéia de ter resposta adequada a transientes, quando de fato, falantes de alto Qts, devido ao seu conjunto motor (magnético) menos eficiente, anulam as vantagens do cone mais leve. Falantes com cone de 200g ou mais vão apresentar cones mais pesados e firmes, e de maneira geral vão ser menos eficientes, ter dupla aranha e valores menores de Qts. Falantes com cones mais pesados podem apresentar um som mais lento, mas se tiverem Qts baixo e Bl alto, ao contrário, terão boa resposta a transientes, isso devido ao conjunto motor forte. O parâmetro Mms é o peso do cone incluindo a massa radiante, não devendo ser confundido com o Mmd. Alguns programas de simulação de caixas de som vão calcular os valores de Mms quando se entra com o Mmd.


Sd

Quanto maior o cone, mais ar ele irá movimentar. Como reproduzir sons graves significa mover ar, quanto maior o cone menor será o movimento necessário pra dentro e pra fora (excursão do cone). Quanto mais fundo o cone maior o Sd, o que explica valores diferentes para alto-falantes com o mesmo diâmetro. A largura da suspensão também influencia esse parâmetro. Alguns autores quotam a distância do diâmetro começando pela suspensão externa incluída até ao limite do cone do outro lado, para o efetivo diâmetro do pistão.


Xmax

Valor mais amado por muitos, este parâmetro representa a distância da altura total da bobina diminuída da medida da altura da peça polar superior, dividida por 2. Ou seja, é a distância em que a bobina mantém seu enrolamento dentro do gap acima e abaixo da peça polar (onde se tem o fluxo magnético). Assim, um falante com Xmax de 8mm quer dizer que ele poderá ter um movimento de 8mm para fora e 8mm para dentro estando ainda dentro do fluxo magnético e com movimento linear, assegurado pelo conjunto magnético, suspensão da borda externa e aranha, e pelo damping factor do amplificador. Excedidos esses valores o cone do falante não mais estará regulado por esses controles, sendo colocado por autores que usá-lo constantemente desta forma não é recomendado, uma vez e o reconamento vai ser uma questão de tempo. Cabe ainda advertir que alguns fabricantes adicionam 15% a esses valores por fins marketeiros. Confundir esse valor com o Xmecânico pode causar graves problemas à saúde do falante, pois além de compressão dinâmica, poderá bater no fundo do gap deformando a forma da bobina.


Vd

Se a questão é mover grandes quantidades de ar nas baixas freqüências, este é o parâmetro a ser olhado. Isso por que para produzir som é preciso mover ar e quanto mais baixa a freqüência a ser reproduzida, maior será a quantidade de ar a ser movida para dar determinado resultado. Pode-se fazê-lo usando cones menores (menor Sd), com a penalidade de ter maior movimento pra dentro e pra fora em relação aos cones maiores. A área do cone maior dividida pela área do cone menor vai dar a necessidade de deslocamento do menor em relação ao maior para produzir o mesmo resultado. É fácil calcular isto e comparar os valores de Vd vai dar um indicativo do que um falante de graves pode produzir, sendo uma coisa que poucos realmente fazem.


η0

Olhar o valor de eficiência de referência é mais útil do que olhar o valor quotado pela maioria dos fabricantes para a sensibilidade (eficiência em dBs). Alguns valores não são os calculados pelos parâmetros listados (não conferem) sendo às vezes inflados. Outros são quotados sem ao menos termos os parâmetros disponíveis. Falantes com altos valores de Xmax geralmente são ineficientes (baixa sensibilidade), necessitando amplificadores maiores para que consigam tocar. Isto significa altos dispêndios quando se poderia usar falantes mais eficientes, empurrados por amplificadores menores, com resultados semelhantes, se não melhores, talvez com uma fração do gasto. Se o caso for obter som de caixas menores e tocar os falantes com potências extremas, a solução será usar longas bobinas ineficientes, de grande x-máxima, com grandes e caros amplificadores.




Compressão dinâmica o Compressão de potência 

Esse não é oficialmente um parâmetro T/S, mas certamente tão ou mais importante no trato do som. Seus valores são quotados por alguns fabricantes como exceção, pois são os que mais trabalho lhes dão. Esse valor vai dar a quantidade de perda em dBs que o falante apresentará por causa do aquecimento da bobina, o que aumentará a sua impedância, e como conseqüência o amplificador mandará menos potência ao falante, mesmo que o volume fosse aumentado. Ao entender isto vai se tocar aquém dos limites do falante, tendo como recompensa mais som como resultado prático. O que causa isso é o deslocamento excessivo do cone/bobina, o que provoca cada vez menos arrefecimento por estar o enrolamento menos em contato com o fluxo magnético, passando o enrolamento além do limite da peça polar, onde há a pobre troca de calor, além do ar circulante, devido a melhoramentos acrescidos na sua ventilação, e short rings em alguns casos. Deste mal todos os falantes sofrem, sem exceção, alguns mais outros menos. Um indicativo certo é o deslocamento do cone onde devemos prestar grande atenção. Exceção sempre há, e é em cornetas bem calculadas que se pode ultrapassar limites devido a Vbs minúsculos e sistemas que 3dBs tocando a 0dB, ou seja, se um falante está quotado para 800wrms e tiver 3dBs de compressão dinâmica, teoricamente tocando a 400 wrms ele estaria tocando praticamente a mesma coisa do que se estivesse sendo tocado a 800wrms. Na realidade, mesmo a 400wrms ele ainda apresenta alguma compressão, e esta aumenta à medida que sua bobina esquenta. Trabalhar com folga é a receita! Boas técnicas na confecção de caixas são imperativas na minimização destes efeitos e são certamente segredos guardados pelos grandes fabricantes, diferenciais estes que se pode observar ao se comparar bons projetos originais com seus clones onde nem ao menos os parâmetros dos falantes originais são levados em conta como um indicativo do que usar quando colocar o substituto na caixa.



Compressão de potência

Power compression ou thermal power compression - Também conhecido como "compressão térmica", é o fenômeno onde a transferência de potência do amplificador para o alto-falante cai à medida em que a bobina do falante se aquece. O fio de cobre (ou alumínio) quente apresenta maior resistência elétrica que quando frio, resultando em menor potência para a mesma tensão aplicada.

Uma bobina de fio de cobre aquecida a 200ºC acima da temperatura ambiente (valor comum em alto-falantes sob regime de grandes sinais) tem sua resistência (Re) dobrada, fazendo cair em 3dB a potência transferida pelo amplificador. Embora possa parecer pouco, representa uma perda de metade da potência. O aumento de Re faz Qes (fator de mérito elétrico) subir na mesma proporção, provocando um desalinhamento da sintonia do sonofletor. Em sistemas multivias, a compressão de potência afeta dos transdutores com intensidades diferentes, alterando equilíbrio tonal do sistema em diferentes níveis sonoros.

Existem outros dois tipos de compressão de potência menos conhecidos, mas relacionados a fatores mecânicos, e não à temperatura: compressão da força-motor (BL), originada pela saída da bobina do campo magnético no interior do gap; e a compressão de compliância (Cms), causada por não-linearidades da suspensão. Todos os três fenômenos são percebidos apenas sob regime de alta potência (grandes sinais).



THD

A THD( termo em inglês para Total harmonic Distorcion, ou Distorção harmonica Total) é a medida da distorção harmônica presente em um sinal e é definido pela razão entre a soma da força de todos componetes harmônicos pela força da frequencia fundamental. Uma THD menor permite que o componente como um auto-falante, um amplificador, um microfone ou algum outro equipamento tenha uma reprodução mais precisa através da redução das harmônicas adicionadas à reprodução por outros equipamento. Um THD inferior a 1%(<1%) já é considerada como "alta-fidelidade" e não é audível pelo ouvido humano



S/N

S/N vem do inglês Signal to Noise Ratio (ou razão sinal ruido) e é uma medida usada na ciência e pela enegenharia para quantificar quanto de um sinal foi corrompido por ruidos. É definido pela razão da força do sinal pela força do ruído corrompendo o sinal. Uma razão maior que 1:1 indica mais sinal do que ruido.

Em outras palavras, S/N compara o nível de um sinal desejado (uma música por exemplo) com o nível de ruido de fundo. Quanto maior a razão, menor é o ruido de fundo. 



Damping

Damping Factor ou Fator de Amortecimento, representa a relação entre a carga que esta sendo acionada (isto é, o alto falante - usualmente 4 ohms) e a impedância de saída do amplificador (isto é, a impedância de saída dos transistores que acionam os alto falantes). Quanto mais baixa impedância de saída, mais alto é o fator de amortecimento. Altos fatores de amortecimento indicam uma grande habilidade de ajudar no controle do movimento do cone do alto falante que está sendo acionado. Quando este movimento é controlado rigidamente, uma grande resposta a transientes é evidente no sistema, o que vai proporcionar aos ouvintes um som "rígido" e "cristalino", que responde bem as variações de freqüência da fonte sonora. Fatores de amortecimento acima de 100 são geralmente relatados como sendo bons valores.


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